Squad Gerenciada: como estruturar equipes de TI mais eficientes
- Por Leidiane Borges da Silva
Encontrar profissionais qualificados se tornou um desafio recorrente no mercado de TI. Segundo levantamento publicado pela VEJA, o Brasil forma cerca de 53 mil profissionais de tecnologia por ano. Porém, a demanda média do mercado gira em torno de 159 mil novas vagas anuais.
O resultado prático disso é evidente: processos seletivos longos, contratações equivocadas, times sobrecarregados e incompletos operando sob pressão, além de projetos atrasados ou incompletos.
Diante desse cenário, o principal desafio das empresas é estruturar times capazes de entregar resultados consistentes e coerentes. Muitas vezes, tendo dificuldade em alinhar os profissionais adequados aos desafios técnicos corretos.
O modelo de Squad Gerenciada surge nesse contexto como uma forma de combater esses desafios.
Por que é tão difícil contratar profissionais de TI?
A dificuldade de contratação na área de tecnologia não está relacionada apenas a quantidade de profissionais no mercado. Embora esse fator seja relevante, existem outras variáveis que devem ser consideradas.
A seguir, listamos as principais dificuldades encontradas nesse processo.
Escassez de profissionais qualificados
Como já mencionado anteriormente, o setor de TI cresce exponencialmente no Brasil e no mundo. Linguagens, ferramentas, metodologias e arquiteturas mudam constantemente.
Porém, a capacidade de formação de novos talentos não acompanha essa velocidade. Como consequência, o mercado é permanentemente tensionado.
Tal panorama impacta principalmente perfis com maior nível de especialização. Atualmente, quanto mais estratégico e técnico o projeto, menos tende a ser o número de profissionais disponíveis com experiência prática relevante.
A maturidade técnica também é um fator a ser considerado. Nem todo profissional formado possui experiência suficiente para atuar em ambientes complexos ou projetos de alto impacto.
Desalinhamento entre perfil técnico e contexto do projeto
Há casos em que a empresa consegue encontrar um profissional tecnicamente qualificado, mas isso não garante que a contratação seja bem-sucedida.
Um talento altamente capacitado pode apresentar desempenhos distintos dependendo do contexto em que está inserido. Fatores como: maturidade do ambiente, cultura organizacional, modelo de governança e nível de autonomia devem ser considerados ao unir um especialista ao desafio proposto pela empresa.
Quando as contratações são realizadas desconsiderando uma visão integrada da estrutura organizacional, é comum surgirem lacunas de responsabilidade, conflitos técnicos ou sobreposição de funções.
Alto turnover e instabilidade na formação de equipes
Encontrar o profissional correto em um ambiente altamente competitivo exige tempo, estrutura e capacidade técnica para avaliar os candidatos. Quando a contratação é feita surge um novo desafio: reter o colaborador diante de um mercado que constantemente oferece opções atrativas.
Em um mercado aquecido e com déficit estrutural, como o de TI, especialistas qualificados recebem abordagens constantes e propostas competitivas, resultando em uma alta rotatividade dentro do setor.
Quando um membro estratégico da equipe é perdido, a organização também perde continuidade técnica e conhecimento acumulado, impactando diretamente cronogramas e projetos.
Além disso, esse movimento aumenta o custo operacional da área de TI, uma vez que exige reintegrações constantes de profissionais.
O que é uma Squad Gerenciada?
De uma forma simples, Squads Gerenciadas são equipes estruturadas para resolver um problema específico com foco em entrega contínua.
Diferentemente da contratação de colaboradores tradicional, que busca um talento individual para a posição, o modelo de Squad parte da construção de um time completo, com papéis definidos, governança estabelecida e responsabilidade compartilhada.
Na prática, esse modelo permite unir liderança técnica, gestão de projeto e execução operacional em uma única estrutura. O objetivo principal é claro: garantir alinhamento estratégico, previsibilidade e qualidade na entrega.
Com metas definidas e organização interna preparada para atuar de forma integrada, as Squads Gerenciadas podem gerar de 20% a 30% mais eficiência e maior velocidade na entrega de projetos
Vantagens de contratar uma Squad Gerenciada
À medida que os desafios de contratação e retenção de talentos em TI se tornam mais evidentes, muitas empresas passam a repensar como estruturam suas equipes.
O interesse por modelos organizacionais que priorizam a estrutura do time e a capacidade da entrega cresce, quando comparado com as contratações individuais.
Aqui, o modelo de Squad Gerenciada surge como uma forma eficiente de lidar com projetos complexos, reunir diferentes competências em um único time, diminuir dependências individuais e aumentar a previsibilidade das entregas.
Além de ampliar a capacidade operacional, as Squads estruturam equipes preparadas para resolver problemas específicos de forma coordenada, permitindo que as empresas aceleram estratégias, mantenham governança técnica e adaptem a estrutura do time com base nas demandas do projeto.
Para melhor compreensão sobre como esse modelo impacta as organizações, vale um olhar mais atento a algumas das principais vantagens de estruturar uma Squad Gerenciada.
Redução de custos operacionais de contratação
Em um primeiro momento, a contratação individual pode parecer mais vantajosa, porém o custo real de estruturar uma equipe vai além da remuneração direta.
Em projetos de tecnologia, os processos seletivos costumam ser mais complexos do que em outras áreas. Avaliações técnicas, entrevistas com lideranças, testes práticos e validação de experiência real fazem parte da rotina de contratação.
Há também custos operacionais associados ao próprio recrutamento: plataformas de seleção, ferramentas de avaliação técnica e equipes de recrutamento especializadas frequentemente fazem parte desse processo.
Quando somados, esses elementos representam um investimento considerável antes mesmo que a nova contratação comece a gerar valor dentro da organização.
Ao optar pelo modelo de Squad, é possível reduzir parte significativa desses custos operacionais. Em vez de conduzir diversas contratações individuais e estruturar o time gradualmente, a empresa passa a contratar uma equipe organizada, com papéis já definidos e alinhamento técnico estabelecido desde o início.
Dessa forma, os recursos antes destinados às contratações podem ser direcionados diretamente para a execução e evolução das iniciativas tecnológicas.
Na prática, isso significa menos investimento em estrutura de contratação e mais orçamento aplicado em entrega de soluções, evolução dos sistemas e avanço estratégico da área de TI.
Mais tempo para gestores de TI focarem em estratégia
O envolvimento de gestores é um ponto essencial para a contratação de um novo profissional. Embora essa presença seja necessária para garantir o melhor match entre candidato e desafio, ela consome um volume significativo de tempo das lideranças técnicas.
Em ambientes de alta demanda, cada hora dedicada a tarefas operacionais de recrutamento representa uma hora a menos dedicada à evolução da própria área de TI.
Além da contratação, um novo profissional necessita de acompanhamento contínuo durante as fases de integração e adaptação ao ambiente da empresa. Lideranças precisam orientar novos integrantes, alinhar práticas de desenvolvimento e garantir que o time esteja trabalhando de forma consistente.
Quando a empresa opta por trabalhar com uma Squad Gerenciada, grande parte desse esforço já foi realizado previamente, reduzindo a necessidade de mobilizar gestores para conduzir processos de contratação e integração de equipes.
Mitigação de riscos e continuidade do conhecimento técnico
Projetos de tecnologia dependem de conhecimento acumulado ao longo do tempo. Sem as informações prévias, a continuidade e evolução do ambiente tecnológico é altamente afetada.
Quando uma equipe é formada por contratações isoladas, parte desse conhecimento acaba ficando concentrada em indivíduos específicos. Caso um integrante-chave deixe o projeto ou a empresa, há grave risco de perda de contexto técnico. Como consequência, atrasos, retrabalho e dificuldades na manutenção e/ou evolução dos sistemas podem acontecer.
Nesses cenários, é necessário investir tempo e, muitas vezes, dinheiro para reconstruir o entendimento que a equipe possuía em relação ao projeto.
O modelo de Squad contribui para diminuir esses riscos, uma vez que distribui responsabilidades e conhecimento entre diferentes membros da equipe. Como o trabalho é conduzido de forma colaborativa, o entendimento sobre o ambiente tecnológico tende a ser compartilhado entre o time.
Essa estrutura cria maior estabilidade para os projetos, evitando dependência excessiva de indivíduos específicos e garantido maior continuidade técnica mesmo em cenários de mudança dentro da equipe.
Como montar uma Squad Gerenciada eficiente?
Para estruturar uma boa Squad Gerenciada é preciso mais do que reunir especialistas técnicos em um mesmo projeto.
Também é preciso definir papéis claros, alinhar competências ao contexto do projeto e garantir uma estrutura de governança que permita a equipe trabalhar de forma integrada e consistente.
Quando bem estruturado, a Squad funciona como uma unidade de entrega completa, capaz de reunir diferentes competências necessárias para a evolução de um projeto.
Esse tipo de organização, contudo, exige planejamento prévio. Antes mesmo de formar uma equipe, é necessário entender o contexto técnico e analítico da empresa, além dos objetivos que se deseja alcançar com o projeto.
A seguir, vemos alguns dos principais elementos que devem ser considerados na estruturação de uma Squad Gerenciada eficiente.
Diagnóstico das necessidades do projeto
O primeiro passo para a estruturação de uma Squad consiste em compreender com clareza o contexto em que o time irá atuar. Cada projeto de tecnologia possui características próprias e compreendê-las é essencial para o sucesso desse modelo.
Sem um bom diagnóstico inicial, há o risco de montar equipes com perfis técnicos desalinhados às reais necessidades do projeto. Com isso, a empresa pode reunir competências que não são prioritárias para o desafio proposto, enquanto lacunas importantes permanecem dentro da estrutura do time.
A partir dessa análise, torna-se possível definir com mais precisão quais papéis são essenciais para a Squad e as responsabilidades distribuídas dentro da equipe.
Definição clara de papéis dentro do Squad
Quando as responsabilidades não são claras, decisões técnicas podem se tornar difusas e tarefas críticas acabam sendo executadas sem coordenação adequada.
Segundo o Project Managemente Institute (PMI) organizações que estruturam suas equipes com responsabilidades bem definidas apresentam até 38% mais chances de alcançar os objetivos de seus projetos.
Em Squads Gerenciadas, essas atribuições costumam a envolver diferentes funções complementares. Lideranças técnicas orientam decisões de arquitetura e boas práticas, gestores de projeto acompanham prazos e prioridades e especialistas técnicos conduzem a execução das soluções.
Dessa forma, cada integrante pode atuar dentro de sua especialidade, mantendo alinhamento do time em torno dos objetivos do projeto.
Integração da Squad ao contexto do projeto
A forma como o time se integra ao ambiente do projeto é fundamental para a eficiência do Squad. Mesmo equipes altamente qualificadas podem enfrentar dificuldades caso não estejam alinhadas com o contexto tecnológico, os processos internos e os objetivos estratégicos da empresa.
A comunicação entre a Squad e os times internos deve ser bem estruturada, dessa forma é possível evitar retrabalhos e desalinhamentos que podem atrasar as entregas.
Quando esses elementos são considerados desde o início, a Squad absorve o contexto empresarial mais rapidamente, gerando maior valor dentro do projeto e atuando como uma extensão natural da estrutura de TI da empresa.
Nesse ponto, muitas organizações percebem que estruturar uma Squad Gerenciada pode ser uma tarefa complexa. É justamente nesse cenário que parceiros especializados podem apoiar na formação e na gestão dessas equipes.

Squads Gerenciadas na prática: como a Rox estrutura equipes
Ao longo deste artigo, discutimos os benefícios e os principais desafios envolvidos em relação às Squads Gerenciadas. Porém, transformar esse modelo em uma estrutura que gere resultados exige experiência em diversas frentes.
Montar uma Squad internamente é uma dificuldade comum entre as empresas. Além do desafio de encontrar especialistas qualificados, é preciso garantir que diferentes competências da equipe estejam em consonância, além de manter a continuidade técnica do projeto.
Contratar parceiros especializados, com experiência na condução de projetos complexos e estruturação de equipes multidisciplinares, pode ser uma solução para esse cenário.
É justamente a partir dessa abordagem que a Rox estrutura seus Squads, combinando diagnóstico técnico, curadoria de talentos e governança para apoiar nossos clientes na execução de suas iniciativas.
Redução de custos e eficiência financeira
O custo total envolvido na contratação de um funcionário ou de uma Squad é um dos fatores mais relevantes no momento de escolha de modelo.
No formato tradicional de contratação direta via CLT, o valor pago ao colaborador é apenas uma parte do investimento necessário para manter um profissional dentro da empresa.
Encargos trabalhistas, benefícios, equipamentos, gestão de folha e outros custos operacionais fazem com que o custo real de um colaborador possa chegar de 70% a 100% acima do salário contratado, segundo estudos da FGV IBRE. Além disso, passivos trabalhistas, riscos jurídicos e despesas adicionais também entram nessa equação.
No modelo de Squads da Rox, essa estrutura é substituída por um contrato de prestação de serviços. Assim, a equipe contratada atua dentro de um ou mais projetos.
Essa abordagem permite a diminuição de custos fixos associados à folha de pagamento (CAPEX), uma vez que os Squads funcionam como uma despesa operacional (OPEX), oferecendo maior flexibilidade financeira e previsibilidade de investimento.
A depender do regime tributário da empresa, parte desse investimento pode gerar créditos fiscais de PIS e COFINS, aumentando a eficiência tributária da operação.
Na prática, isso significa transformar custos rígidos e passivos trabalhistas em um investimento flexível, previsível e alinhado às necessidades de negócio.
Continuidade técnica e conhecimento compartilhado
Em equipes de TI estruturadas por contratações individuais, um dos principais riscos é a concentração de conhecimentos em poucos profissionais.
Não é incomum que decisões técnicas, entendimentos sobre arquiteturas e lógica de negócio fiquem centralizados em uma única pessoa. Quando esse colaborador deixa o projeto ou a empresa, parte desse conhecimento é perdido, gerando atrasos, retrabalho e dificuldades de continuidade.
No modelo de Squads da Rox, o conhecimento técnico é distribuído horizontalmente entre os membros. Dentro do time, os integrantes compartilham o contexto do projeto, práticas de desenvolvimento e decisões de arquitetura.
Dessa forma, a dependência de indivíduos específicos é reduzida, gerando maior estabilidade e previsibilidade na execução das entregas.
Mesmo em cenários de substituição e evolução do time, a continuidade técnica do projeto é preservada. Uma vez que todo o contexto da Squad é documentado, revisado e alinhado tecnicamente entre os integrantes, em caso de novos membros a integração é rápida e efetiva.
Além disso, as Squads da Rox não atuam de forma isolada. Cada equipe faz parte de um ecossistema mais amplo de especialistas da consultoria, que reúne especialistas em Infraestrutura, Database, Cloud, Analytics e Cibersegurança.
Como resultado, sempre que um desafio técnico mais específico surge, a Squad pode contar com o suporte desse conjunto de competências para acelerar a resolução de problemas e apoiar a evolução dos desafios.
Aqui, as empresas não contam apenas com os integrantes diretamente alocados no projeto, mas com toda a capacidade técnica da Rox. Esse modelo permite estruturar equipes que evoluem conforme os desafios do projeto, adaptando competências e ampliando o suporte técnico.
Agilidade na formação de equipes
Em projetos de TI, tempo é um fator crítico e a capacidade de reagir com rapidez pode definir o sucesso de uma iniciativa.
Porém, a realidade de contratação brasileira é outra: de acordo com um levantamento feito pela Abler, a média de fechamento de vagas no Brasil é de 39,6 dias, podendo ser maior para cargos de maior senioridade.
Processos de recrutamento técnico costumam envolver etapas como busca por candidatos, entrevistas, testes técnicos e negociação contratual. Além disso, há o período de integração do novo colaborador à equipe.
Nesse cenário, gestores podem levar de 3 a 5 meses apenas para encontrar o talento adequado e iniciar efetivamente o trabalho dentro do projeto. Durante esse período, iniciativas estratégicas podem ficar paralisadas ou avançar de forma mais lenta do que o esperado.
O modelo de Squads da Rox foi pensado exatamente para diminuir esse intervalo. Por meio do modelo Plug & Play, as equipes podem ser ativadas em semanas, ou até mesmo em dias, permitindo que o profissional alocado comece a atuar rapidamente dentro do contexto do projeto.
Outra vantagem deste modelo é a otimização de tempo das lideranças de TI. Em modelos de contratação tradicionais, o gestor precisa dedicar parte significativa de sua agenda a atividades como análise de currículos, condução de entrevistas e acompanhamentos de processos seletivos.
Por meio das Squads, esse esforço operacional é reduzido. A Rox assume a gestão técnica e administrativa da equipe, permitindo que gestores se dediquem à condução estratégica do projeto.
Além disso, o modelo inclui acompanhamento de desempenho, gestão de backlog e KPIs de produtividade, garantindo que o time esteja sempre alinhado às prioridades da empresa.
Com isso, o time-to-market é acelerado, permitindo que as organizações respondam às demandas de mercado de maneira mais assertiva.

Repensando a forma de estruturar equipes de TI
Em um mercado em expansão, com escassez de talentos e alta rotatividade, estruturar equipes de tecnologia se tornou um desafio estratégico para as empresas.
O modelo de Squad é uma maneira de reduzir fricções operacionais, acelerar a execução de projetos e garantir maior continuidade técnica.
Ao contar com equipes pensadas para os desafios apresentados, as empresas passam a contar com profissionais preparados para ambientes tecnológicos dinâmicos.
Estruturar Squads é uma forma inteligente de repensar a condução de projetos de TI, transformando a estrutura de tecnologia em um facilitador de inovação, permitindo que as organizações avancem com mais velocidade, previsibilidade e segurança em suas iniciativas.
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