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ROI em TI: do cálculo ao impacto real no crescimento da empresa 

Header do artigo que mostra diferentes tipos de ROI

Mensurar o retorno sobre o investimento (ROI) é um desafio comum nas empresas. Porém, quando o assunto é tecnologia da informação esse assunto é um pouco mais delicado: projetos de TI costumam envolver investimentos robustos, retornos menos tangíveis e resultados que só aparecem meses, ou anos, depois da sua implementação.  

Tal descompasso entre investimento e visibilidade de retorno contribui para que projetos dessa área sejam vistos como custos ao invés de investimentos. Sem profissionais que compreendam como funciona o ROI em TI, iniciativas relevantes podem ser barradas ou mal priorizadas.  

Nesse artigo, discutiremos porque o ROI em TI é mais do que aplicar fórmulas financeiras tradicionais, quais são os principais erros cometidos pelas empresas na hora de medir o ROI e os riscos de não iniciar projetos por medo de um retorno tardio. 

O que é ROI em TI e por que ele vai além da métrica financeira tradicional? 

ROI é uma métrica que visa calcular o retorno obtido a partir de um investimento realizado. Apesar de ser frequentemente associado a uma fórmula financeira direta, o ROI em TI exige uma análise mais ampla e estratégica: é preciso considerar dois tipos de retorno, o direto e o indireto.  

Acompanhar apenas indicadores financeiros imediatos pode ser prejudicial para projetos de tecnologia, podendo distorcer o real valor do TI para a empresa.  

Entender que grande parte do valor gerado por investimentos nesse ramo não está nas métricas tradicionais de retorno, mas em ganhos estruturais e operacionais para uma empresa é a chave para compreender o ROI em TI. 

A seguir, explicamos o que é cada um desses retornos e apresentamos cases reais para exemplificar cada um.  

ROI direto 

Para calcular este tipo de ROI é necessário identificar todos os custos do investimento, incluindo aquisição, implementação, suporte etc., e compará-los com os ganhos mensuráveis ao longo do tempo. 

A análise aprofundada do ROI direto é especialmente importante quando a empresa precisa tomar decisões estratégicas.  

Foi o caso de um cliente da Rox Partner que buscava entender se seria financeiramente vantajoso migrar sua infraestrutura de dados para a Nuvem ou mantê-la On-Premises.  

  Em primeiro momento, o servidor em Cloud pode parecer mais moderno e vantajoso, no entanto, ao projetar os custos e ganhos para ambos os cenários em um horizonte de 5 anos, os dados revelaram outra coisa. 

Estimativas baseadas na análise de ROI em um projeto de cloud x on premises

A avaliação, baseada em estimativas de investimento, operação e manutenção, mostrou que a opção On-Premises seria mais vantajosa financeiramente, custando cerca de R$ 2,1 milhões, enquanto a estrutura em Cloud custaria mais de R$ 8,9 milhões no mesmo período.  

Apesar da Nuvem oferecer vantagens operacionais, os custos recorrentes e a escalabilidade não compensavam, nesse caso, o investimento necessário. A decisão por uma infraestrutura On-Premises foi guiada por uma análise objetiva de ROI direto, que considerou uma projeção realista do impacto financeiro a longo prazo.  

Esse tipo de análise demonstra como o ROI deve ser encarado: uma ferramenta de gestão estratégica que vai além de validar uma iniciativa isolada. Quando medido com base no contexto real da empresa, o ROI direto permite comparações consistentes, decisões seguras e investimentos eficientes.  

O ROI direto deixa de ser apenas um critério de aprovação e passa a ser uma alavanca para decisões tecnológicas mais conscientes e alinhadas com a realidade da empresa.  

ROI Indireto 

O ROI indireto é representado por retornos que não são facilmente mensuráveis em termos financeiros diretos. São melhorias estruturais e operacionais que surgem a partir da adoção de uma nova tecnologia, impactando diretamente na eficiência de uma empresa.  

Por se tratar de impactos menos tangíveis, é preciso que a organização adote abordagens complementares para considerar este tipo de ROI em seus cálculos.  

Este tipo de ROI é majoritariamente observado após a implementação de um projeto e pode ser mensurado de maneira eficaz por meio de benchmarks internos, comparando indicadores reais da empresa antes e depois da implementação da solução.  

Essa comparação permite gerar dados que comprovem a evolução operacional provocada pela tecnologia e que demonstrem qual foi o retorno do investimento. À longo prazo, ganhos indiretos se acumulam e sustentam melhorias mais amplas.  

Redução de falhas operacionais, melhora na experiência do cliente, aumento da segurança da informação e maior agilidade na tomada de decisão são exemplos de ROI indireto de projetos de TI que impactam diversas frentes de uma organização.  

Esse tipo de benefício é especialmente visível em projetos voltados à otimização de processos críticos. Em um projeto desenvolvido pela Rox Partner para o setor da saúde foi criado um sistema de gestão integrada com o principal objetivo de reduzir os custos e dificuldades encontradas em tratamentos de infecções hospitalares. 

Projeto da Rox Partner que demonstra ganhos de ROI Indireto

Como resultado, a empresa não só reduziu os custos em tratamentos de infecções hospitalares, mas também otimizou o uso de antibióticos. A iniciativa promoveu melhorias significativas na eficiência dos protocolos médicos e contribuiu diretamente para a segurança dos pacientes.  

Embora o impacto financeiro não fosse o principal objetivo deste projeto, o retorno obtido demonstrou como ações voltadas à qualidade e à prevenção podem gerar valor real para a organização, mesmo que ele não seja imediatamente visível nos relatórios financeiros tradicionais.  

Onde as empresas falham na hora de avaliar o ROI em TI? 

Mesmo reconhecendo a importância do investimento em TI, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades na hora de avaliar seu retorno de forma clara e objetiva. As principais falhas consistem em: 

  • Falta de monitoramento durante a execução de um projeto 
  • Ignorar o custo de manutenção e evolução da iniciativa 
  • Subestimar a curva de adoção de um sistema 
  • Não avaliar o ROI após a entrega do projeto 

A seguir, apresentamos em detalhes como cada um destes fatores pode afetar o retorno sobre investimento de uma iniciativa de TI.  

Falta de monitoramento durante a execução

Um dos principais obstáculos é a falta de definição sobre o que se espera em um projeto. Para que o ROI não se torne uma estimativa vaga, é preciso que existam metas específicas, indicadores e marcos de acompanhamento bem estabelecidos antes mesmo do início de uma iniciativa de TI.  

Sem estas predefinições, os projetos correm risco de serem finalizados sem clareza sobre o que realmente gerou valor para a empresa ou até mesmo sobre o que deveria ter sido entregue. A ausência dessas métricas impede que as equipes identifiquem gargalos, validem entregas intermediárias e corrijam o rumo quando algo não está de acordo com o planejado.  

Não ter métricas claras durante a execução de um projeto compromete toda a capacidade de gestão do investimento. Nesse contexto, não é possível acompanhar o que está, ou não, funcionando, onde há desvios e se o investimento está, de fato, gerando valor.  

As chances de o ROI não ser o esperado, nesses casos, é muito grande: desde um retorno abaixo do previsto até custos acima do planejado, baixa adesão dos usuários ou, ainda, a entrega pode não responder às necessidades reais do negócio e isso só será descoberto ao final do projeto.  

Ignorar o custo de manutenção e evolução

Não considerar custos como suporte, manutenção, atualizações e ajustes operacionais, além do investimento inicial do projeto, é um erro recorrente na avaliação do ROI em TI. 

Essa visão incompleta do investimento total pode gerar uma falsa sensação de retorno positivo, uma vez que os primeiros resultados financeiros aparentes não refletem, de fato, o custo total à longo prazo.  

 Apesar de ser um erro comum, não é um que possa ser ignorado. Ao desconsiderar despesas em potencial que um projeto pode ter, o retorno sobre investimento fica inflado, mascarando o real valor gasto e retornado nesta ação. 

 Como resultado, a solução pode parecer lucrativa nos primeiros meses, mas com o decorrer do tempo, os custos recorrentes acabam corroendo o retorno percebido. 

 Para que o ROI em TI seja realmente confiável é preciso considerar todo o ciclo de vida do projeto, desde a entrega inicial até a manutenção e adaptação contínua dentro da empresa.  

Subestimar a curva de adoção

A curva de adoção é uma parte estratégica do planejamento de um projeto de TI e um fator indispensável para levar em consideração ao calcular o retorno sobre investimento nessa área. Não se atentar à esta variável é algo comum e muito perigoso para uma organização. 

Essa curva representa o tempo e o ritmo necessários para que equipes e funcionários de uma empresa consigam utilizar, de forma eficaz, uma nova tecnologia.  

Mesmo que uma solução seja um sucesso em sua implementação do ponto de vista técnico, seu real valor só é concretizado quando as pessoas compreendem a tecnologia e conseguem utilizá-la de forma consistente, produtiva e alinhada aos objetivos de negócio.  

Quando os usuários não estão preparados ou engajados, uma solução pode apresentar um desempenho abaixo do esperado. 

Subestimar o tempo necessário para adaptações a novas ferramentas, rotinas e processos pode adiar ou reduzir os ganhos, tanto diretos quanto indiretos, previstos para um projeto. Situações como falta de capacitação e resistência à mudança, por exemplo, são possibilidades reais e que devem ser consideradas antes de iniciar um projeto.  

 Sem engajamento e uso efetivo, mesmo tecnologias robustas entregam pouco valor, o que compromete o retorno esperado.  

Não avaliar o ROI após a entrega do projeto

A falta de monitoramento do retorno sobre investimento em TI também é um problema, em uma pesquisa realizada pela Computerworld 68% dos participantes afirmaram que raramente ou nunca medem o ROI de projetos de TI seis meses após a entrega.  

Limitar a medição do ROI a apenas um momento do projeto compromete a visibilidade do valor real que o investimento está gerando para a empresa. Resultados como melhoria da produtividade, redução de riscos operacionais e aumento na qualidade de decisões dificilmente se manifestam nas primeiras semanas após a implementação de um projeto. 

Estes ganhos, que são considerados ROI indireto, só podem ser observados após a implementação de uma solução de TI, ajustes operacionais e consolidação de uso pela equipe. Estes efeitos, muitas vezes vistos após o período de adaptação, são o que sustentam o desempenho contínuo da organização.  

Revisitar um projeto para medir novamente seu ROI é uma maneira de compreender melhor quais são os ganhos diretos e indiretos que esta solução trouxe para a empresa e avaliar se a solução está, de fato, entregando o valor esperado à organização.  

Ao adotar essa prática a empresa valida o investimento realizado e fortalece sua Cultura Data-Driven, ao basear suas futuras decisões em indicadores concretos de desempenhos e não em percepções isoladas ou suposições.  

O custo de adiar decisões em TI: quando o ROI demora para aparecer

O tempo de retorno costuma ser uma das principais preocupações de gerentes e líderes de projetos, especialmente em iniciativas cujos resultados não serão percebidos imediatamente, mas a médio e longo prazo. Em casos de mudanças estruturais, integração de sistemas ou automação que afetam diversas áreas, essa insegurança é intensificada. 

Quando uma decisão é adiada por medo de um ROI tardio ou que não apareça de maneira financeira direta, a empresa atrasa ganhos e assume riscos e custos ocultos.  

Para elucidar este pensamento, criamos um cenário fictício: imagine um gestor de tecnologia que está indeciso sobre um projeto de segurança de dados. Por um lado, ele entende a importância do tema, por outro hesita ao perceber que o ROI direto não será imediato e que a implementação envolverá adaptação de times de infraestrutura da empresa.   

O questionamento “Será que vale a pena investir agora?” paira em seus pensamentos. Esse tipo de dúvida é completamente legítima, mas também é perigosa. Atrasar iniciativas de tecnologia pode gerar prejuízos significativos em questões financeiras e reputacionais. 

Um estudo da Kaspersky demonstrou que 57% das empresas que sofreram incidentes de segurança relatam danos à imagem da marca, com um custo médio de US$200 mil por incidente para reparar sua reputação. 

No quesito financeiro, os dados são ainda mais alarmantes. Segundo o Relatório da IBM/Ponemon Institute, o custo médio global de um vazamento de dados chegou a US$ 4,88 milhões em 2024, o maior número já registrado até hoje. Esses valores incluem paradas operacionais, multas regulatórias, custos legais, interrupções e perda de clientes.  

Nesse e em outros cenários reais a pergunta não deve ser apenas “Quando o ROI vai aparecer?”, mas também “Qual o custo de não agir?”. Projetos que parecem custosos ou com retorno demorado podem, na verdade, evitar perdas financeiras e reputacionais muito maiores.

Ao avaliar um projeto de TI, especialmente aqueles com retorno mais diluído no tempo, é preciso olhar além dos números imediatos. Investimentos em áreas como segurança, infraestrutura ou automação, por exemplo, podem levar um, dois ou até mais anos para mostrar resultados financeiros concretos. 

Contudo, o custo de não agir, principalmente quando o ROI indireto é considerado, começa muito antes do retorno financeiro aparecer. Perda de produtividade, aumento de riscos operacionais, desgaste da reputação da marca e redução da competitividade são consequências reais de decisões adiadas. 

Enquanto o retorno de um projeto de TI pode levar um tempo considerado alto para se materializar, o impacto de não agir começa agora.  

Como adaptar a análise de ROI à realidade do seu negócio?

A análise de ROI em TI não deve seguir uma fórmula única e imutável. Em algumas situações o ROI direto pode ser um fator importante para um investimento, em outras, o valor está em ganhos estruturais e de eficiência para a empresa. Reconhecer estas diferenças evita decisões equivocadas e permite priorizar iniciativas com base em critérios realmente relevantes para o negócio.  

Medir o retorno de um projeto tecnológico exige mais do que aplicar uma métrica padronizada: é preciso compreender a realidade da organização e construir uma análise compatível com seus objetivos e capacidade de execução.  

O contexto específico em que cada empresa opera, os diferentes níveis de maturidade digital, as prioridades estratégicas e as limitações operacionais são apenas alguns dos fatores que devem ser considerados ao pensar em projetos de tecnologia e na hora de medir o retorno que eles proporcionarão.  

Como provar o valor do ROI para a sua empresa?

O verdadeiro desafio, quando falamos de retorno sobre investimento, vai além da análise técnica: está também em comunicar com clareza a importância do ROI, direto e indireto em TI, especialmente em ambientes em que a tecnologia é vista como custo e não como alavanca de crescimento para a empresa.  

Essa dificuldade fica mais evidente quando a empresa não possui as ferramentas corretas para avaliar possíveis cenários, identificar os melhores caminhos para aquela situação ou para justificar, com dados concretos, como um investimento específico irá beneficiar a organização. 

Sem esse suporte, decisões importantes podem ser postergadas, mal direcionadas ou baseadas em critério que não refletem a realidade e as prioridades da organização.  

Na Rox Partner, trabalhamos com diferentes cenários, levamos em conta a maturidade da empresa e desenvolvemos análises personalizadas, considerando tanto o ROI direto quanto os retornos indiretos e estruturais, para a tomada de decisões mais seguras, transparentes e alinhadas com a realidade de cada organização.  

Ao construir previsões realistas, identificar oportunidades de ganho e reduzir riscos, transformamos o ROI em uma ferramenta de gestão e não apenas em uma métrica de validação para projetos. 

ROI em TI é uma decisão estratégica, não apenas financeira

Projetos em tecnologia nem sempre entregam um retorno imediato, mas isso não é indicativo que eles não gerem valor. Pelo contrário: muitas vezes as iniciativas mais relevantes para sustentabilidade e crescimento de uma empresa envolvem ganhos indiretos, estruturais e de longo prazo. 

Quando a análise é feita da forma realista e bem fundamentada, considerando o contexto da organização, os objetivos estratégicos e os riscos associados à falta de ação, o ROI deixa de ser uma barreira e passa a ser um aliado na hora de tomar importantes decisões. 

 Mais do que medir um investimento, é preciso saber interpretá-lo e entender que, na maioria dos casos, o valor de um projeto de TI se constrói ao longo do tempo.   

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